Estrutura comunitária:
Na comunidade é possível ficar nos diversos tipos de meios de hospedagem gerenciados pelas famílias caiçaras da comunidade, entre eles estão pousadas-residência, áreas de camping, quartos em residência e casas de aluguel. Além de poder saborear a culinária típica em restaurantes ou beliscar em bares e lanchonetes, além de outros serviços para complemento à visitação (como monitoria ambiental, venda de doces, salgados e pães, transporte em canoas, botes ou voadeiras, aluguel de bicicletas, etc.), o que demonstra o esforço em promover atividades que socializem recursos entre as famílias.
A comunidade conta com estruturas comunitárias diversas, como: um Centro de Visitantes, Centro Comunitário, telefone comunitário, Posto de Saúde, Igreja e Escola.
AMOMAR e suas atividades:
A AMOMAR - Associação dos Moradores do Marujá foi fundada em 1998, com o objetivo principal de conseguir melhores condições de vida para os moradores da comunidade e oficializar o trabalho de organização comunitária que já ocorria nesta comunidade. Neste mesmo ano, têm início algumas transformações no processo de desenvolvimento local. A associação começa a fazer parte das discussões da Primeira Fase do Plano de Manejo, através do Plano de Gestão Ambiental, a fim de compatibilizar de forma mais efetiva os anseios das comunidades caiçaras que habitam o interior e o entorno da Unidade de Conservação. Ainda é viabilizada a construção de um espaço comum de discussão, reuniões e eventos, o Centro Comunitário. Torna-se integrante do Comitê de Apoio à Gestão do Parque, que tem como finalidade subsidiar a direção do Parque nas tomadas de decisões e encaminhamentos. Neste mesmo ano, ocorre a viabilização de infra-estrutura de abastecimento de água potável para os moradores da comunidade, em parceria com a SABESP - Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Instituto Florestal, e recursos financeiros obtidos através de uma ONG - Organização Não Governamental alemã. Construindo, em regime de mutirão, a infra-estrutura de abastecimento de água. Este sistema atende, atualmente, 51 famílias de moradores tradicionais, além da demanda de aproximadamente mil visitantes que circulam na comunidade na alta temporada. Inicia-se um abaixo-assinado para acelerar o processo de instalação de um telefone comunitário nas comunidades do Parque.
Em 1999, inicia-se a 'Operação Verão' com o objetivo de controlar e avaliar a visitação pública, através da determinação da capacidade de suporte de visitantes que pernoitam na comunidade, gerando o mínimo impacto possível ao meio ambiente. Participam ativamente das atividades de monitoramento e fiscalização ambiental. Iniciam, neste período, alguns mutirões anuais de limpeza da Praia do Meio (Marujá), quando chegam a coletar cerca de 300 a 500 sacos de 120L de resíduos por mutirão. Atividade de orientação dos moradores para a separação do resíduo orgânico e do resíduo seco e transporte deste último para Cananéia. Atualmente é realizada uma viagem por semana nas épocas de baixa temporada e duas ou três viagens durante a alta temporada.
Entre 1999/2000 inicia-se a implantação de um sistema de tratamento de esgoto na comunidade.
No ano de 2000, realizam palestras para a formação de monitores ambientais, como suporte ao programa de turismo local e incentivo às atividades de turismo nos outros municípios.
Em dezembro de 2002, o Programa de turismo de Base Comunitária desenvolvido pelo PEIC, em parceria com AMOMAR e Comitê de Apoio à Gestão do Parque, conferiu ao PEIC o 2º lugar do Prêmio SENAC de Turismo Sustentável, pelo trabalho: "Como o Turismo Sustentável poderia contribuir para desenhar um novo País? O turismo de base comunitária no Parque Estadual da Ilha do Cardoso".
Em 2003 houve a participação ativa da 1ª operação de limpeza do manguezal, bem como no "Projeto Marujá - resgate, memória e transformação", elaborado pela 'Cia OITO nova dança', patrocinado pela Petrobrás durante o ano de 2003.
Em 2005 a Associação passou a fiscalizar a capacidade de carga de meios de hospedagem em geral, passando a gerenciar o caixa comunitário. No mesmo ano foi retomado o Grupo de Fandango "Família Neves", com o incentivo do Projeto "Museu Vivo do Fandango", proposto pela Associação Cultural Caburé.
A partir de 2007 a comunidade passou a gerenciar o escoamento de resíduos sólidos do bairro (transporte e pagamento de funcionário para a atividade). Neste período a AMOMAR passou a cobrir as despesas de alimentação da Equipe Médica que visita o bairro periodicamente.
Em vista de todas as conquistas mencionadas acima, mostra-se que é possível realizar a gestão comunitária dentro de uma unidade de conservação de proteção integral, conciliando os interesses da comunidade tradicional e a conservação de recursos naturais.













AMOMAR
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CANANÉIA-SP
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Ilha do Cardoso
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MARUJÁ
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